19 março 2016
19 março 2016,
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Os mitos sobre grávidas percorrem gerações. Quem ousaria desmerecer uma recomendação vinda da avó, bem mais experiente de que as mães de primeira viagem, não é mesmo? Acontece que muitas crenças não têm fundamentos científicos e acabam aumentando ainda mais as preocupações das grávidas durante a gestação. As histórias de que não se deve comer peixe cru ou que coçar a barriga e seios causa estrias, por exemplo, são mitos segundo os  ginecologistas e obstetras entrevistados Paula Fettback e Luiz Fernando Leite. Confira  17 recomendações médicas para ter uma gestação tranquila.

Andar de bicicleta

Segundo Paula, andar de bicicleta não é indicado por mulheres grávidas pelo risco de queda e choque que podem ter consequências fatais para o feito. A bicicleta ergométrica é indicada apenas para mulheres com condicionamento físico prévio à gravidez, de acordo com a especialista, sempre seguindo recomendações médicas.

Andar de moto ou a cavalo

“A gestante não deve andar de moto e cavalo por conta do risco de qualquer impacto ou queda”, afirmou Leite.

Bebidas alcoólicas

“Se for um consumo moderado, no caso uma taça por semana. Mesmo assim, a mãe deve evitar as bebidas destiladas. Bebidas alcoólicas em excesso podem levar a Síndrome Alcoólica Fetal que afeta o desenvolvimento do próprio feto”, explicou o obstetra Luiz Fernando Leite.

Coçar barrigas e seios

Não existem restrições, segundo os especialistas, e sentir coceira nas regiões que estão aumentando de tamanho é comum na gravidez. Paula ainda reforçou que não existem provas que coçar as regiões causa estrias, como muitas mulheres acreditam. “O segredo é hidratar a pele e não ganhar muito peso na gestação”, contou a médica sobre como evitar estrias na gestação.

Comer peixe cru

Diferente da crença popular, comer peixe cru é permitido durante a gravidez. É importante, porém, que o peixe esteja em boas condições, alertou Leite. “Muitas grávidas temem toxoplasmose, mas não existe toxoplasmose no mar, então o peixe não causa”, acrescentou Paula.

Depilação com cera

A depilação com cera quente ou fria pode ser feita normalmente em mulheres gravidas, garantiu Leite.

Depilação com laser

Segundo Paula, não existem estudos que mensurem os efeitos colaterais do laser em bebês, se usados durante a gravidez, portanto, o método não é indicado.

Musculação

Os exercícios precisam ter acompanhamento de um profissional da área, aconselhou Leite. É importante avaliar também, segundo Paula, o condicionamento físico que a mulher tinha antes da gravidez.

Nadar no mar

“A gestante pode frequentar as praias, porém sempre estar acompanhada no caso de entrar no mar. É importante evitar que ondas fortes batam diretamente no ventre”, disse Leite.

Relações sexuais

Desde que a mulher não apresente sangramento ou perda de líquido, a vida sexual pode seguir normalmente, afirmou Leite.

Sauna

Não é indicado para gestantes devido à baixa concentração de oxigênio e alta temperatura. “A grávida já tem a pressão baixa fisiológica, a sauna pode piorar a situação e levar ao desmaio”, alertou Paula.

Tomar banho na banheira

Desde que exista ventilação no banheiro e a água não esteja muito quente, o médico Luiz Fernando Leite considera indicado o banho de banheira para gestantes, com o intuito até de relaxamento. Paula acrescentou ainda que existem estudos que apontam benefícios do tipo de banho para mulheres que estão fazendo repouso “por estarem com o líquido muito baixo”.

Tomar laxante

O uso de laxante não interfere na gestação, explicaram os médicos Leite e Paula.

Tratamento para varizes

De acordo com o obstetra Luiz Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana, é permitido fazer tratamento apenas com meia-elástica e drenagem durante a gravidez. A ginecologista especialista em reprodução humana da Clínica Mãe, Paula Fettback, explicou que tratamentos com laser e cirurgias não são recomendados durante a gestação. “Cirurgia na gravidez só em casos graves com risco de morte”, disse ela.

Viajar de avião

A viagem aérea é permitida até 28 semanas de gestação, no entanto, segundo Paula, não é recomendada após o período, pois a diferença de pressão pode dar início ao trabalho de parto.

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